Acadêmicos dos curso de Saúde da UNIR solicitam que as atividades práticas sejam liberadas



Com o início da pandemia em março de 2020, a UNIR paralisou todas as suas atividades durante quase todo esse primeiro ano, até que, em 2021, adotou o ensino remoto emergencial como estratégia para continuidade das atividades ao longo desse período de forma segura.Porém, os cursos da saúde não conseguiram retomar seu andamento de forma integral, uma vez que boa parte da carga horária desses cursos são práticas, e na época, ainda sem vacina, isso não era possível. com isso, cursos como o de enfermagem acabaram perdendo todo o primeiro semestre do ano, uma vez que não é possível avançar para o próximo período sem ter concluído as práticas do período anterior.


No segundo semestre de 2021, dessa vez com vacinas disponíveis para a maior parte da população, as práticas voltaram a ser uma realidade, e pudemos retomar nossas atividades aos poucos, em pequenos grupos e seguindo diversas medidas de biossegurança.


A expectativa era que, no ano de 2022, após tantos prejuízos ocasionados pelos dois anos anteriores, pudéssemos de fato dar continuidade à nossa formação. até que a UNIR, através um boletim epidemiológico criado pela própria instituição e que difere de todos os demais utilizados no âmbito municipal e estadual, declarou que a instituição voltaria para a fase 01, que é a fase mais restritiva possível e não permite a realização de nenhum tipo de atividade dentro da instituição, inclusive as atividades práticas dos alunos que necessitam, obrigatoriamente, dessas atividades para se formar.
A mobilização se dá pelo fato de que atualmente, em fevereiro de 2022, a maior parte dos alunos da área da saúde estão vacinados inclusive com a dose de reforço contra a COVID-19, e todas as atividades práticas realizadas durante a pandemia sempre se deram de maneira segura, em pequenos grupos para manter o distanciamento e fazendo uso correto de equipamento de proteção individual e coletiva.


Além disso, no estado de RO, a UNIR é a única instituição que apresenta essa medida tão restritiva: escolas voltaram a receber crianças com capacidade integral das salas de aula, colégios recebendo os adolescentes, faculdades particulares todas realizando suas atividades práticas e somente a UNIR impedindo seus alunos de algo que é essencial para sua formação, baseado em um documento que ela mesma criou.


Por fim, a universidade tem tratado a questão como se tudo estivesse correndo normalmente e ninguém estivesse sendo prejudicado, uma vez que está autorizada a adoção do ensino remoto emergencial. porém não estão levando em consideração que essa modalidade de ensino não contempla as necessidades dos alunos da área da saúde, atrasando a sua formação e comprometendo a qualidade do ensino.



Att,


Representantes dos Centros Acadêmicos de Medicina (CAMUFRO), Enfermagem (CAENF), Psicologia (CAPSI) e Educação Física (CAEFIS)--

Centro Acadêmico de Enfermagem XIV de Junho, da Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR.