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PF prende ex-diretor da Funai e mais um por extração e comercialização ilegal de diamantes



A Polícia Federal deflagrou na manhã dessa sexta-feira (02) a Operação Escavadores nos Estados de Rondônia e Mato Grosso. O objetivo da ação é combater um grupo criminoso envolvido com a extração e comercialização ilegal de diamantes da Reserva indígena Roosevelt.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de Vilhena que foram cumpridos na cidade de Cacoal/RO e Sorriso.

A investigação teve início em novembro de 2020, após ação da Polícia Federal que apreendeu 184 pedras de diamantes extraídos da Reserva Indígena Roosevelt que estava na posse de um dos investigados que foi preso em flagrante.

A partir dessa apreensão, a PF intensificou as investigações e identificou os principais membros desse grupo criminoso, dentre eles, um ex-diretor da Fundação Nacional do Índio (Funai) que foi preso preventivamente na deflagração da operação.

Foram apreendidos documentos e materiais de interesse para investigação, ouro, além de algumas armas irregulares.

Os investigados responderão por associação criminosa, usurpação de bem da União, extração ilegal de minério sem autorização do órgão competente, dano em unidade de conservação e falsidade ideológica.

Uma das maiores reservas de diamantes do planeta

Um estudo inédito que mapeou as reservas minerais do Brasil, apontou que o garimpo do Roosevelt abriga um kimberlito mineralizado (rocha de origem vulcânica que dá diamante) com idade, estrutura geológica e capacidade de produção de pedras preciosas semelhantes às da mina de diamantes do Guaniano, na Venezuela.

A invasão na reserva dos cintas-largas começou na década de 60. Os seringueiros foram os primeiros a chegar. Logo depois, os garimpeiros passaram a rondar as terras indígenas à procura de diamantes, às margens do rio Roosevelt.

Em 2004, a reserva indígena Roosevelt foi palco de notícias em imprensas do Brasil e do mundo, pelo fato de possuir uma enorme mina de diamantes e dos problemas decorrentes da jazida. Em abril de 2004, 29 garimpeiros foram brutalmente assassinados pelos índios dentro da reserva. Funcionários da Funai acreditam que no mínimo 100 índios já teriam sido assassinados na reserva.