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MPF alerta Ministério da Saúde que oxigênio medicinal pode acabar em cidades de Rondônia na próxima semana



A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, um ofício alertando sobre o risco de desabastecimento de oxigênio medicinal em Rondônia a partir do dia 24 de março. Segundo o documento, a quantidade do produto estimada há cerca de dez dias e prometida pelo Ministério se tornou insuficiente devido o rápido crescimento da demanda.


O ofício foi enviado pelo procurador da República em Rondônia, Raphael Bevilaqua, à PGR, que encaminhou o documento ao MS na noite da sexta-feira (19). A pasta tem até a segunda-feira (22) para informar as medidas que serão adotadas.


No dia 12 de março a Procuradoria Geral em Rondônia havia realizado um alerta ao Governo Federal e solicitado a adoção de providências urgentes para evitar o desabastecimento de oxigênio no estado. Na época, relatórios apontavam para o risco iminente da falta do insumo, com estoque para apenas 15 dias.


O Ministério da Saúde respondeu que garantiria 80 mil m³ por mês para os estados de Rondônia e Acre, sendo enviados em remessas três vezes por semana. No entanto, de acordo com o ofício do MPF, esse volume de oxigênio não é mais suficiente.



Uma empresa que realiza o abastecimento de oxigênio em 33 municípios de Rondônia e em alguns hospitais de Porto Velho informou ao MPF que agora sãos necessários 160 mil m³ por mês, além dos 80 mil m³ que a própria empresa garante fornecer.


Ainda de acordo com essa empresa, os 5 mil m³ que chegaram em Porto Velho na última sexta-feira (19) só abasteceria o Hospital Municipal de Ariquemes por dois dias. A solução apresentada é o transporte diário de oxigênio.



Covid-19 em Rondônia


Rondônia está há cerca de dois meses com a lotação máxima dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de hospitais públicos. De acordo com boletim divulgado pelo Governo do Estado na última sexta-feira (19), 856 pacientes estavam internados em enfermarias e UTIs com a Covid-19 e cerca de 150 aguardavam por um leito.


Neste sábado (20), 15 pessoas precisaram ser transferidas para o Amazonas por falta de vagas nos hospitais de Rondônia. Desde o início da pandemia, 3.589 moradores morreram no estado com a doença.