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Lacen e Fiocruz detectam variantes mais agressivas do Coronavírus; cepas aumentam a reinfecção em Rondônia


Foto : Divulgação


A rotina de trabalho dos biomédicos, farmacêuticos, biólogos e demais profissionais do Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen) passou a ser prolongada desde os primeiros casos de Covid-19, registrados a partir de março de 2020. As atividades entram pela madrugada com as atenções voltadas para análises que possam detectar a alta transmissibilidade, bem como a agressividade das novas variantes do coronavírus em Porto Velho e no interior do Estado.


Na visão científica, esse trabalho é um dos maiores desafios para a rede de saúde mundial. As novas cepas, chamadas de “linhagens” do vírus, são detectadas com diagnósticos no PCR (proteína C reativa) quantitativo por um período mais longo. PCR indica a presença de alguma inflamação ou infecção no corpo.


A chefe do laboratório de Virologia Molecular da Fundação Oswaldo Cruz Rondônia (Fiocruz-RO), Deusilene Vieira, enfatiza que são selecionadas as amostras e, posteriormente encaminhadas para análise por sequenciamento de novas gerações. “Trata-se da avaliação do genoma completo”, explicou Deusilene.


Tanto a Fiocruz quanto o Lacen têm identificado variantes no Estado desde dezembro de 2020. Prova disso foi que a 1ª remessa de resultados do sequenciamento de amostras pela Rede Oficial do Ministério da Saúde, recebida na segunda-feira (29), que mostrou a presença das seguintes cepas circulantes: 27.5% da B.1.1.33 (já está em todo o território nacional desde 2020); 18% da B.1.1.28 (nova cepa com mutações que indicam maior transmissibilidade com circulação a partir do 2º semestre de 2020), 45.4% da P1 (nova cepa descrita e originária do Amazonas, com características de maior transmissibilidade, maior agressividade e mutações relacionadas a possíveis casos de reinfecções); e 9.1% da P2 (cepa descrita no Estado do Rio de Janeiro com características de grande transmissibilidade e também relacionadas a possíveis casos de reinfecção).



Por Secom - Governo de Rondônia