IPAM dificulta acesso à teste de COVID-19 e expõe servidores e dependentes ao risco

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Mesmo em uma época difícil, como essa que vivemos por conta do COVID-19, existem coisas que não mudam, uma delas é a indignação dos servidores públicos de Porto Velho (RO) e seus dependentes com o serviço disponibilizado pelo Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho – IPAM.


Dessa vez a situação incomoda entre o IPAM e os servidores que estão sob a tutela do prefeito Hildon Chaves (PSDB) é a dificuldade que o instituto vem colocando para que seus dependentes realizem o teste para COVID-19.


Vale ressaltar que Porto Velho é o epicentro da pandemia no Estado e a testagem em massa é um dos mais efetivos métodos para evitar que o vírus circule, porém, os servidores do município e seus dependentes apenas tem o direito realizar o teste com a cobertura do IPAM caso estejam internados.


Portaria


Essas e outras recomendações foram estipuladas através de uma Portaria que apresentou as diretrizes caso um servidor busque o teste para detectar o COVID-19 pelo IPAM, nela fica estipulado que “O teste será coberto apenas aos Segurados do IPAM-Saúde, em regime de internação hospitalar e será realizado nos casos em que houver indicação médica, de acordo com o protocolo abaixo citado”.


Ainda na Portaria o IPAM afirma “a pessoa deverá apresentar ocorrência de febre (acima de 37,8° C) e pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas respiratórios: tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, dispneia (falta de ar), saturação de oxigênio menor que 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal”.



Rede privada



Para muitos servidores essas barreiras na realização do teste para COVID serve como uma sentença, já que só após apresentar sintomas de agravamento da doença que o instituto disponibiliza o serviço.


“O diagnóstico precoce em servidores que apresentam alguns sintomas ainda no começo da doença é negado na rede credenciada, levando o servidor a pagar o teste em laboratório com valores absurdos”, disse a professora municipal Val Barreto.


Resultado depois da morte


Nas redes sociais, servidores e dependentes chegaram a relatar que o teste do IPAM em alguns casos saiu depois que o solicitante já havia morrido. “Vergonha, só fizeram o teste no meu pai quando ele já estava internado, o resultado só saiu depois que ele havia morrido, já não adiantava mais”, disse Brenda Suedlei.



Em meio a tudo isso o IPAM encara uma crise aguda, rejeitado por diversos médicos e clínicas por falta de pagamento vem encarando seguidos baques financeiros, atualmente sua sede está alugada no prédio onde funcionava o antigo Rio Shopping.


Fonte: João Paulo Prudêncio