Ex-moradora de Cerejeiras que hoje vive nos EUA fala de pandemia e dá conselhos a quem quer viver o “sonho americano”

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“Meu conselho é esperar, não tentar aventura, entrando no país ‘pelos fundos’”


Moradora de Cerejeiras até 2003, a hoje cidadão americana Rose Brum Wilson foi entrevistada pelo FOLHA DO SUL ON LINE e falou como tem sido a vida nos Estados Unidos durante a Pandemia de Covid-19. Ele mora na cidade de Burlington, Estado Massachusetts.


Mãe de duas jovens (uma de 28, outra de 31), aos 48 anos e casada com um americano, Rose acompanha tudo o que acontece em sua terra natal e na região através do FOLHA DO SUL ON LINE. Com amigos e familiares espalhados por Vilhena, Cerejeiras e outros Estados, ela também se comunica com eles frequentemente, usando a tecnologia.


Sobre a pandemia de Coronavírus, que transformou os EUA num dos países mais castigados do mundo, recordista em mortes e infectados, a cerejeirense disse que a situação está começando a melhorar por lá. Ela, que trabalha com limpeza de casas e escritórios, disse que a reabertura das empresas tem sido gradual, com muitos cuidados.


No Estado de Massachusetts são cerca de 8 mil mortes e, na cidade em que reside a cerejeirense, são 48 óbitos registrados até agora. A filha mais nova mora com ela lá, e a mais velha, residindo em Vilhena atualmente, planeja se juntar às duas no ano que vem


Casada desde 2017, a brasileira, que trabalhava numa loja de motosserras em Cerejeiras, onde era uma espécie de “faz-tudo”, disse que só pensa em retornar à sua terra natal quando a pandemia passar, e apenas a passeio. Rose finaliza dando dicas para os que querem tentar realizar o “sonho americano”, meta de tantos conterrâneos.


“Sei que muita gente sonha em vir para cá, mais não aconselho ninguém a vir enquanto esta crise não passar; por mais que aqui seja um país de primeiro mundo, tem muita gente passando necessidade aqui, por ter ficado sem trabalho. As despesas aqui são altas e não param, teve muitos brasileiros aqui que tiveram que pegar cestas básicas para sobreviver; pode demorar anos para voltar ao normal. Então, o meu conselho é esperar, não tentar aventura, entrando no país ‘pelos fundos’, porque o cerco aqui está se fechando para quem vem ilegalmente. Tentem o visto antes de qualquer decisão”.



Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação