Chupinguaia registra quatro casos de Covid-19 entre pessoas da mesma família; bebê com 31 dias de vida também foi infectado

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O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou por telefone, na manhã desta terça-feira, 02, a jovem de 23 anos que foi contaminada pelo Coronavírus e está sendo mantida em isolamento na cidade de Chupinguaia. Ela confirmou que, em sua casa, o marido, um enteado de 10 anos e o bebê recém-nascido, filho do casal, também testaram positivo para a Covid-19.

De acordo com a mulher, pouco mais de um mês atrás, ela viajou para a cidade de São Miguel do Guaporé, a fim de dar à luz. O município atualmente é um dos mais atingidos pela pandemia, e já há até ação na justiça para que o frigorífico JBS Friboi, suposto foco da contaminação por lá, mantenha suas atividades suspensas (ENTENDA AQUI).

A garota explicou o motivo de ter optado pela cesariana na cidade do Vale do Guaporé, argumentando que “em Chupinguaia não tá fazendo nem parto normal”. Em relação a Vilhena, onde o procedimento poderia ser feito, a jovem disse que sua mãe mora em São Miguel e poderia lhe dar assistência lá.

A entrevistada revelou que, no dia seguinte à sua chegada em Chupinguaia, começou a se sentir mal, com sintomas de gripe e dor de cabeça. Depois veio a febre alta, que não baixava nem com remédios. O bebê, segundo ela, começou a ficar “enjoadinho”. O marido também sentia fortes dores pelo corpo.

Já o enteado, que também testou positivo, aparentemente voltou para a casa da mãe com o vírus, e a mulher passou a ser monitorada, como todo o restante da família.

PRECONCEITO
A mãe e seu bebê, segundo ela mesma, assim como o marido, já estão vendo os sintomas da doença ficarem mais fracos, indicando que todos caminham para a cura. A garota e o marido são funcionários de um frigorífico em Chupinguaia, mas ambos já estavam afastados do trabalho e não retornaram à indústria após a chegada de São Miguel do Guaporé. Desde então, todos estão sendo mantidos em isolamento.

A entrevistada disse que a maioria dos chupinguaienses está demonstrando solidariedade, mas algumas pessoas agem com crueldade e discriminação. Em um grupo no WhatsApp, uma comerciante disse que expulsaria a paciente de seu estabelecimento e acionaria a polícia se a visse na rua.

Fotos da família também estão sendo compartilhadas nas redes sociais e em grupos no WhatsApp. “Estou muito abalada psicologicamente com isso. Ninguém contrai doença por vontade de própria. Estou sendo exposta e apedrejada por uma coisa da qual não tive culpa. Que Deus proteja e guarde as pessoas que estão fazendo isso”, desabafou.



Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação