Caminhoneiro que passou mal em Vilhena e dizia que a Covid-19 era “politicagem” é levado para MT e morre com a doença

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“Você que não acredita e fica andando por aí, colocando a vida dos outros em risco, não faça isso


Um caminhoneiro de 38 anos que morreu no último domingo, 21, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), é uma das 394 vítimas da Covid-19 no Estado vizinho. Antônio Márcio era contra o isolamento social, pois não acreditava que a doença existia, segundo a mãe dele.


A mãe dele, Nadir Bueno, contou que sempre alertava o filho para tomar todos os cuidados de prevenção ao novo Coronavírus. “Ele não acreditava na Covid-19. Falava que não existia, que era politicagem. Eu falava: ‘não, meu filho, não é’, mas ele não acreditava”, contou.


Antônio era motorista de caminhão e tinha problemas no rim, conforme o boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES-MT). O caminhoneiro era trabalhador, alegre e bom filho, segundo a família, mas não percebeu a tempo como a doença é perigosa. “Ele passou muito mal e a gente foi busca-lo em Vilhena. Ele ficou 22 dias no pronto-socorro e no Metropolitano. Na quarta-feira à noite, ele não resistiu e faleceu”, lembrou emocionada.


Antônio era o único filho de Nadir, que relatou que ainda não superou a dor da perda. “Você que não acredita e fica andando por aí, colocando a vida dos outros em risco, não faça isso. Fique em casa, se cuida. Isso é muito grave e é dolorido demais para quem fica”, ressaltou.



Fonte: TV Centro América
Autor: Da redação