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Com novo sistema de microscopia 3D em Rondônia, Fiocruz avança em pesquisas na Região Norte


A Fundação Oswaldo Cruz, em Porto Velho, agora conta com um sistema avançado de microscopia que permite observar imagens em alta definição. A aquisição, segundo a Fiocruz, permitirá que a capital de Rondônia se torne um polo de pesquisa e formação na Região Norte.


O sistema demorou dois anos e meio para chegar a Porto Velho. A solicitação teve início com a abertura de um edital, passando pela escrita e envio do projeto, até a contemplação e aquisição de parte do equipamento pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), que disponibilizou recursos para a compra. Ao todo, o sistema completo deve custar cerca de R$ 1 milhão.


Agora, o sistema está na 1ª fase de projeto, com a aquisição um equipamento funcional de microscopia no valor de R$ 400 mil. Já a segunda fase depende de um aporte financeiro para a compra de um sistema de laser que promete fornecer uma qualidade ainda maior de imagem.


"O sistema de laser vai permitir maior resolução do que o sistema já nos permite. Esperamos apenas a liberação do recurso da Finep. Já temos toda a proposta pronta. Com os trâmites da segunda fase, acreditamos que demore de quatro a oito meses para colocarmos (o sistema) em funcionamento completo", explica a pesquisadora Juliana Zuliani.


Pesquisadora Juliana Zuliani, da Fiocruz, mostra imagem capturada pelo novo sistema. — Foto: Pedro Bentes/G1



Na prática, a principal diferença do novo sistema para os demais microscópios convencionais está na qualidade da imagem e na possibilidade de ver tecidos animais em três dimensões.


"O sistema de laser vai nos permitir ver a profundidade de tecidos, o que nos microscópios convencionais só é possível ver uma imagem plana. Com o novo sistema, você vai fatiando a célula ou tecido. Depois o software monta uma forma tridimensional do que você está visualizando", explica Juliana.


Essa ação, segundo a pesquisadora, trará uma grande contribuição para o campo da pesquisa, ao permitir a visualização, por exemplo, de um movimento intracelular e a neutralização feita por um anticorpo e sua localização na célula.


Além disso, o novo sistema permite que a visualização do comportamento celular aconteça com os animais ainda vivos. Nos microscópios convencionais é necessário a retirada de tecidos de animais que podem vir a morrer no processo.


A chegada do equipamento também foi comemorada por se tratar do primeiro sistema do tipo na Região Norte. "É o primeiro equipamento no estado. No Amazonas, por exemplo, não há um equipamento com toda essa configuração. Isso você só encontra na UFMG e na USP de Ribeirão Preto. E agora em Rondônia", afirma a pesquisadora.


A instalação do sistema, segundo a pesquisadora, também vai permitir que outros pesquisadores da Região Norte venham realizar pesquisas em Porto Velho.


Microscópio convencional, da Fiocruz RO, substituído pelo novo sistema ao fundo. — Foto: Pedro Bentes/G1


Entre os primeiros trabalhos realizados com a ajuda do novo sistema está a visualização de células em vasos sanguíneos em músculos de camundongos. "O sistema é tão bom que mesmo com o animal vivo se mexendo, não perdemos resolução e nem qualidade de imagem. Conseguimos ver com muita nitidez" explica a pesquisadora .


Segundo o grupo de pesquisa, a manutenção do sistema também tem o apoio da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) que disponibiliza recursos financeiros para a compra de insumos e manutenção de bolsas de mestrandos, doutorandos e pesquisadores que integram o Laboratório de Imunologia Celular Aplicada à Saúde, da Fiocruz.


O novo sistema irá fazer parte do Polo Integrado de Saúde (PID), que terá como objetivo reunir profissionais de diferentes instituições de Rondônia, como a própria Fiocruz, o Centro de Perícias Médicas Estadual (Cepem), o Instituto de Pesquisas em Patologias Tropicais (Ipepatro) e a Universidade Federal de Rondônia (Unir).


Segundo a Fiocruz, o polo pretende se tornar um centro de referência de apoio e desenvolvimento de atividades de pesquisas e formação de recursos humanos, ampliando a produção científica, tecnológica e de inovação para a formação de recursos humanos de alto nível, para atuação dentro e fora do estado de Rondônia.


Novo sistema de microscopia, Fiocruz RO. — Foto: Pedro Bentes/G1

Fonte: G1
Com novo sistema de microscopia 3D em Rondônia, Fiocruz avança em pesquisas na Região Norte Com novo sistema de microscopia 3D em Rondônia, Fiocruz avança em pesquisas na Região Norte Reviewed by Mídia Rondoniense on abril 14, 2019 Rating: 5

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