Em Rolim de Moura, denúncia sobre violência obstétrica continua sendo investigado



O caso de Violência Obstétrica que repercutiu e ainda está repercutindo na cidade de Rolim de Moura e região, continua sendo investigado. Na manhã desta segunda-feira, 25, o médico acusado teria sido convidado para se apresentar na reunião da Comissão de Constituição e Justiça na câmara municipal de vereadores, mas através de seu advogado, se pronunciou por documento.


O caso, segundo a denunciante e suposta vítima, ocorreu na data de 13 de janeiro deste ano de 2019, no Hospital Municipal, João Amélio da Silva, em Rolim de Moura.


Segundo a defesa do Médico, ele explicou que o motivo de seu não comparecimento na comissão, devido ao caso já estar sendo apurado em Inquérito Policial, bem como na esfera administrativa, e alega que o seu comparecimento poderia criar maiores especulações e atrapalhar as investigações.


O médico ainda encaminhou em anexo, uma cópia do depoimento prestado a autoridade policial, e disse que já está tomando as devidas providencias pelas vias legais, afim de que a verdade prevaleça e a justiça seja feita.


Em seu depoimento, que a 
redação do Rolim Notícias teve acesso com exclusividade, o médico disse, antemão, que é vítima, e que é médico há 37 anos, e que já realizou 5 mil partos normais e 7 mil cesárias. As denúncias feitas por Ana Deise não condiz com o que de fato aconteceu.


Ele afirma que todo o tratamento dele com a paciente e a Doula, foram todos de modo correto, conforme a disciplina médica recomenda. E que no ato do parto, ele teria recomendado para a paciente que seu parto teria que ser Cesária, haja vista que a paciente já havia feito este procedimento em outro parto.


A paciente teria insistido no parto normal, relata o médico, porém ele o orientou dos riscos destes procedimentos. Após cerca de 08 horas de tentativa de realização do parto norma e não ter ocorrido a dilatação completa do útero e da vagina e também constatou que a bebê teria entrado em estado de sofrimento fetal, e a bebê corria o risco de morte, optou-se pelo parto Cesário de urgência.


O médico ainda disse que o parto e todos os outros procedimentos foram todos devidamente informados a paciente. E no momento do parto, foi verificado que a bebê estava com o cordão umbilical enrolado em seu pescoço, sendo um dos fatores que o impediu da não realização do parto normal e também a falta de líquido amniótico.


Em relação a acompanhante da paciente, a Doula, na sala de ginecológica, o médico teria solicitado o documento de identificação, porém a mesma não teria apresentado, fato que se quisesse acompanhar o evento, teria que assinar o prontuário da paciente, sendo recusado pela Doula, em seguida pediu para ela se retirar da sala para que o ato médico fosse realizado. A Doula se recusou a sair da sala, o médico lhe informou que iria acionar a promotoria por estar perturbando a realização no trabalho médico, em seguida a Doula decidiu e se retirou-se da sala.


Por informações de terceiros, o médico afirmou que uma enfermeira permaneceu no hospital fazendo manobras de apalpação de no abdômen para estimular o parto da paciente na enfermaria de repouso.


O médico alegou também que em outra data, a cerca de 5 meses, em um procedimento de parto, Doula acompanhou o parto normal de uma paciente com indicação de parto normal, que neste evento, Doula havia interferido no procedimento, impedindo a realização de episiotomia, que não houve nenhuma discussão e atrito.


Em relação ao parto da paciente, o médico não ter tratado ela com grosseria ou com qualquer outro ato de constrangimento, e aplicou a anestesia na paciente devido ao ato ter sido de emergência, e que o ato dele aplicar a anestesia é de praxe em procedimentos de tal natureza.


Sobre a cicatriz de cirurgia, o médico alegou que a paciente já possuía outra cicatriz de outra cirurgia, sendo necessário um novo corte sobre esta cirurgia, o qual possuía ondulações na cicatriz, e afirma que não houve sequelas ou deformidade, pois, a nova cirurgia ficara como anterior, levando um tempo para a normalização do ato cirúrgico.


A final, o Médico afirmou, que todo contato com a paciente foi técnico e profissional, e que em relação as acusações, ele irá representar Ana Deise mediante uma queixa-crime após juntar todos elementos probatórios.


Ao final da leitura do depoimento do médico a Comissão de Constituição e Justiça, os vereadores decidiram que irão fazer um relatório dos fatos narrados, pois as narrações da Secretária Municipal de Saúde, Simone Paes, pela Drª Daniele que é a responsável pela fiscalização, e pelo Médico acusando não estão em concordância. Este relatório será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO), para a Sindicância que será montada na prefeitura e para a Delegacia de Polícia Civil que investiga o caso.


Confira a denúncia completa da paciente na matéria a seguir: Clicando aqui!

Assista a Reunião da Comissão de Constituição e Justiça com a leitura do inquérito na integra:
Fonte: Rolim Notícias
Em Rolim de Moura, denúncia sobre violência obstétrica continua sendo investigado Em Rolim de Moura, denúncia sobre violência obstétrica continua sendo investigado Reviewed by Mídia Rondoniense on março 25, 2019 Rating: 5

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