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Estudante de 10 anos morrer após sofrer agressões em escola no MS


Diante de muita emoção, Michelle Ximenes, 16, lembra que a irmã, Gabrielly Ximenes, 10, morta após ser agredida por uma 'colega' na Escola Lino Villachá, no Nova Lima, no dia 29/11, era gentil e não era de brigar. Ela diz que a família foi pega de surpresa com o acontecimento trágico.

Gabrielly foi agredida no dia 29 de novembro, fora da escola e morreu na madrugada desta quinta-feira (6) na Santa Casa. Michelle diz que a irmã foi ameaçada por três meninas, ainda durante as aulas e as agressões ocorreram na saída.

''As meninas [suspeitas] chamaram a mãe de Gabrielly de prostituta. Ela respondeu que a mãe dela não era isso e elas disseram: 'ah, então vamos ver quem é que está mentindo no final da aula, destacou Michelle.

A Polícia Civil apurou até o momento que somente uma menina de nove anos bateu em Gabrielly, mas a irmã não acredita nessa versão.

''Foram três, duas de 14 anos e uma de dez. Todo mundo que estava na rua viu que era três que bateram'', revelou Ximenes.

Michelle lembra que após a agressão, um menino, colega de escola, avisou a mãe de Gabrielly sobre o ocorrido. O Samu foi acionado por um professor e levou a pequena para o UPA Coronel Antonino.

A irmã diz que a família vai lutar por justiça e destaca a necessidade de observar o comportamento das crianças na escola.

''Minha irmã era ameaçada e não falou nada'', ressalta a adolescente. Ela completa dizendo que alunos disseram que as rivais puxavam o cabelo de Gabrielly.


Agressões teriam ocorrido na saída da aula no Nova Lima. (Foto: Wesley Ortiz)

Michelle lembra que, no dia seguinte da agressão, a mãe dela foi até à escola falar com o coordenador sobre o ocorrido. Ele, que não foi identificado, também acionou as mães das supostas agressoras.

''Ela [mãe da estudante] e outras mães esperaram na esquina de baixo minha mãe sair para falarem com o coordenador'', lembra a adolescente.

Lesões

Assim que foi agredida, Gabrielly foi socorrida ao UPA Coronel Antonino, onde passou um dia. À noite, retornou à UPA e depois de tirar radiografia, foi informada que a menina havia trincado a perna e foi encaminhada para o Centro de Especialidades Médicas, o CEM.

No centro de especialidades a fratura teria sido confirmada e uma tala colocada na perna. No entanto, Gabrielly reclamava que o local da tala não doia e sim a virilha.

Gabrielly então foi levada para a Santa Casa onde foi avaliado que ela tinha inflamação na coluna e foi internada. Como os remédios não fizeram efeito, os médicos optaram pela cirurgia.

Às 1h30 de hoje, disse a irmã, havia muita pus no local do ferimento e após a cirurgia Gabrielly teria sofrido seis paradas cardíacas.

''Nesse momento um médico chegou e disse: 'mãezinha, a gente não sabe se ela vai acordar'', lamentou a irmã.

''Depois da sétima parada ela não resistiu'', contou Michelle. Já a delegada da Delegacia de Atendimento à Infância e à Juventude, Fernanda Félix, diz que a menina morreu em decorrência do procedimento cirúrgico, por tromboembolismo, quando ela sofreu quatro paradas cardíacas.

O corpo da vítima será liberado às 21h30 desta quinta-feira e a família ainda não tem informações sobre o sepultamento.


Estudante de 10 anos morrer após sofrer agressões em escola no MS Estudante de 10 anos morrer após sofrer agressões em escola no MS Reviewed by Mídia Rondoniense on dezembro 07, 2018 Rating: 5

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