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Alckmin defende Aécio em entrevista ao 'JN': 'Ele não foi condenado'

Questionado sobre o Centrão, mesa de apoio ocupada por denunciados e acusados na Lava-Jato, Alckmin justificou a aliança com os partidos


© Reuters / Adriano Machado


Após as sabatinas com os candidatos à Presidência Ciro (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL), o Jornal Nacional, da TV Globo, recebeu, nesta quarta-feira (29), o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). A próxima entrevista, comandada pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos, será com Marina Silva (Rede), nesta quinta-feira (30). 


Questionado sobre o Centrão, mesa de apoio ocupada por denunciados e acusados na Lava-Jato, Alckmin justificou a aliança com os partidos. "Todos os partidos têm bons quadros. Fui buscar no Progressista a mais respeitada mulher senadora, a Ana Amélia. Quem é investigado vai responder por isso", garantiu o candidato, ao responder à primeira pergunta da entrevista.

Ele ainda enfatizou a falência do sistema político brasileiro atual, referindo-se ao Centrão. "O sistema faliu, não pode funcionar com 35 partidos. Por isso a primeira reforma que vou fazer é a política. E vou ter maioria no Congresso. Vou governar com o melhor quadro de todos os partidos", adiantou.

Renata Vasconcelos indagou sobre a aliança do PSDB com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do ex-presidente Fernando Collor de Mello, candidato a governador em Alagoas. A jornalista ainda relembrou uma frase dita por Alckmin em outra oportunidade "diga-me com quem anda que eu te direi quem és". "Isso é um apoio local, lá em Alagoas. O PTC não me apoia. Apoia outro candidato. A coligação não é com o PSDB. Têm oito partidos e o PTC não está incluído", justificou Alckmin.


Com relação ao senador Aécio Neves, investigado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, e Eduardo Azeredo, preso por crimes relacionados ao mensalão tucano, Bonner interrogou o candidato à Presidência por que não propor a expulsão deles do PSDB. "Aécio não foi condenado. Não passamos a mão na cabeça de ninguém. O Eduardo já está afastado da política há quase dez anos e ele vai sair do PSDB", antecipou Alckmin.

A apresentadora ainda contestou sobre o depoimento de três delatores que expuseram um suposta "caixa 2" na campanha passada. "Isso é mentira. Primeiro, tenho total transparência e compromisso com a investigação. As minhas campanhas sempre foram simples e rigorosamente dentro da lei", destacou.

Sobre denúncias de irregularidades no Rodoanel e a demora na entrega do projeto de mobilidade urbana, Alckmin rebateu as acusações a respeito do ex-secretário de Transporte de São Paulo, Laurence Casagrande, que está preso. "Por todas as informações que eu tenho, não há nenhum, nenhum problema, nem na obra do Rodoanel, nem no comportamento do Laurence Casagrande. Ele está sendo injustiçado. Uma pessoa séria, correta", afirmou.

A emissora convidou apenas os cinco candidatos mais bem colocados nas últimas pesquisas divulgadas do Datafolha e Ibope. Na sexta-feira, seria a vez do PT, mas o ex-presidente Lula está preso e não está autorizado a dar entrevistas. Além dos cinco, também são candidatos à Presidência Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU).


Por Notícias ao Minuto
Alckmin defende Aécio em entrevista ao 'JN': 'Ele não foi condenado' Alckmin defende Aécio em entrevista ao 'JN': 'Ele não foi condenado' Reviewed by Mídia Rondoniense on agosto 29, 2018 Rating: 5